Estamos no final do ano. Mais algumas semanas e 2024 chega ao fim. Nesse período, é comum surgirem promessas para o próximo ano: “Ano que vem vou começar a me exercitar”, “Vou me alimentar melhor”, “Vou mudar de carreira.” Mas por que deixamos tantas mudanças para depois? Por que adiamos transformações que, no fundo, sabemos serem necessárias?
A resposta pode estar em um mecanismo comum da mente humana: a resistência ao novo. Nosso cérebro tende a economizar energia ao repetir padrões familiares. Esses hábitos automáticos nos mantêm em uma espécie de zona de conforto, mas também podem nos aprisionar em ciclos de estagnação.
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Esse fenômeno está diretamente relacionado à dissonância cognitiva. Quando decidimos agir de forma diferente — como acordar mais cedo, mudar um hábito alimentar ou estabelecer limites saudáveis em relacionamentos —, sentimos um desconforto. Esse incômodo surge porque há um conflito entre o que estamos acostumados a fazer e o que desejamos alcançar.
Porém, o desconforto não é um inimigo. Ele é um sinal de que você está desafiando seus próprios padrões. Em psicologia, sabemos que a mudança só acontece quando enfrentamos essa tensão interna, aceitando-a como parte do processo de crescimento.
E aí, o que você tem evitado mudar por medo do desconforto? Será que o hábito de procrastinar ou as desculpas para não começar algo agora estão te impedindo de evoluir?
É importante lembrar que a mudança não precisa ser um salto gigantesco. Pequenos passos consistentes criam novas conexões neurais, ajudando o cérebro a se adaptar e tornando o processo mais leve. Além disso, ao enfrentar a resistência e assumir o desconforto, você ativa sua resiliência emocional, fortalecendo a capacidade de lidar com desafios futuros.
Você não precisa esperar o dia 1º de janeiro para mudar. Que tal começar hoje? Reflita sobre o que deseja transformar. Reconheça o desconforto, mas não deixe que ele te paralise. Aceitar o incômodo é a chave para superar as barreiras internas que nos mantêm no mesmo lugar.
Seja gentil consigo mesmo. Entenda que tropeços fazem parte do caminho. Ao começar agora, você entra no novo ano já em movimento, com pequenas conquistas que fortalecerão sua autoconfiança.
Abrace o desconforto e descubra que ele não é o fim, mas o início de uma nova história. Afinal, a verdadeira transformação começa no momento em que você decide agir, e não em uma data marcada no calendário.
Fabiano Lacerda
Fabiano Lacerda
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