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Eike Batista e mais sete são acusados de formação de quadrilha

A denúncia foi apresentada ontem (23) pela procuradora federal Karen Kahn, do Ministério Público Federal em São Paulo

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24/09/2014 às 9:40 • Atualizada em 01/09/2022 às 20:03 - há XX semanas
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Em um dia, poderoso e bilionário, no outro, classe média e acusado na Justiça. O relâmpago declínio do império de Eike Batista teve mais um capítulo nesta terça-feira (23). Segundo matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo, o empresário e mais sete executivos ligados à OGPar (ex-OGX) foram denunciados à Justiça Federal em São Paulo por supostos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e indução de investidores a erro com relação a informações consideradas otimistas sobre o potencial de reservas de petróleo da empresa, que posteriormente se revelaram errôneas.
A pedido do MPF, Eike Batista tem até sigilo do Twitter quebradoMPF quebra sigilo bancário e fiscal de Eike BatistaSe desfazendo do império aos poucos, Eike Batista vende hotel de luxo no Rio de Janeiro A denúncia foi apresentada ontem (23) pela procuradora federal Karen Kahn, do Ministério Público Federal em São Paulo. Segundo ela, em sua acusação, Eike e seus funcionários divulgaram fatos relevantes e informações entre 2009 e 2013 que induziram o mercado a acreditar na promessa de forte produção de petróleo, já que supostamente existiam reservas com elevado volume do líquido. Além disso, Kahn acredita que houve crimes contra o sistema financeiro, "fraudes que atingem a credibilidade e a eficiência do mercado de capitais do país". A perda estimada para o mercado é de R$ 14,4 bilhões. Eike já havia sido denunciado por manipulação, em relação a OGX, há duas semanas pelo MPF do Rio de Janeiro pelo mesmo motivo. Se for julgado e condenado, Eike pode pegar até 14 anos de prisão. Já os outros executivos podem pegar até 22, pois também forma denunciados por manipulação de mercado. Os outros denunciados são: Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, ex-presidente da OGX; Paulo de Tarso Guimarães e Marcelo Faber Torres, ex-diretores de Relações com Investidores; José Faveret Cavalcanti, ex-diretor jurídico; Roberto Monteiro, ex-consultor; Paulo Mendonça, ex-diretor de produção e Reinaldo Belotti, atual diretor de produção. Hoje, a situação financeira de Eike Batista é relativamente precária. Em entrevista à Folha na semana passada, o empresário afirmou que considera "um baque gigantesco ter voltado para a classe média em que nasceu". Em 2012, seu patrimônio era estimado em US$ 30 bilhões (cerca de R$ 72 bilhões e 300 milhões em valores atuais); hoje, foi reduzido, segundo suas próprias contas, para US$ 1 bilhão negativo (R$ 2 bilhões e 410 milhões).

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