O dono da loja onde material de hospital era revendido em Ilhéus, no sul do estado, não compareceu ao depoimento marcado para a noite desta sexta-feira (21) na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos da cidade. Segundo a delegada titular, Andréa Oliveira, José Edemilson da Silva será intimado para depor na quarta-feira à tarde. Segundo a delegada, José Edemilson deve ser indiciado por crime ambiental, como prevê o artigo 56 da Lei 9.605, podendo pegar de 1 a 4 anos de prisão, além de multa. Para concluir o inquérito, no entanto, a delegada ainda aguarda o resultado de um laudo no material apreendido - jalecos, roupas, lençóis. "Algumas das peças apreendidas tinham o que aparentava ser sangue, medicamentos, pus, material orgânico. O laudo vai dizer exatamente o que era". O laudo, que será feito pelo Departamento de Polícia Técnica de Salvador, deve ajudar a determinar se o material era de fato usado - o chamado lixo hospitalar, que a lei brasileira determina que seja incinerado. A loja paulista de onde José Edemilson apresentou uma nota fiscal, através de seu advogado, negou que os retalhos já tivessem sido usados e sugeriu que eles tenham ficado sujos durante o transporte. A delegada ainda espera ouvir os responsáveis pelas empresas que compraram material na Loja Agreste, de José Edemilson - cerca de 300 kg dos tecidos chegaram a ser vendidos.
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