Fotos: Divulgação/Esporte Clube BahiaPassaram-se apenas quatro meses, o bastante para torcida do Bahia acreditar que uma promessa do time júnior, mas não cria do clube, poderia dar certo no time principal. O meia Maurício chegou ao Tricolor em 2009 para integrar uma equipe da divisão de base. Em novembro passado, ganhou chance no time profissional. Este ano, boa participação nas fases iniciais do estadual e passagem comprada com destino a França.
Nesta terça-feira (30), o garoto de 19 anos, natural de Sapeaçu, cidade do recôncavo baiano, embarca para o futebol europeu pela segunda vez na carreira. O clube é o Rennes. A oportunidade é única, 15 dias para mostrar
bom futebol. Caso agrade, assina contrato, o que não deve ser difícil, e volta para vestir a camisa tricolor até o meio do ano.
Maurício iniciou sua vida de boleiro no Vitória, aos 9 anos. Só que uma mudança no visual o tirou do clube. "Meu pai pediu para eu pintar o cabelo de loiro, coisa de criança, ele gostou. Na época, o Fernando, meia-esquerda do Vitória, tinha o cabelo pintado e meu pai pediu para eu pintar. Aí eu pintei e fui pro treino", relembra o meia.
O treinador daquela equipe era Dico Maradona, ex-jogador da dupla BaVi, que perdeu a linha por causa da mudança. "Cheguei no treino, aí ele (Dico Maradona, técnico) veio no meio de todo mundo e me disse um bocado de coisa, que tava horrível, e pediu para eu voltar a treinar quando eu tirasse a tinta do cabelo", resume Maurício. Resultado: o pai do atleta não gostou nada da história e tirou o menino da Toca do Leão. "Eu ia fazer 11 anos na época.
Para não perder contato com a rotina de futuro jogador, o jovem foi treinar em uma escolinha de Salvador.
Em seguida, transferiu-se para o Atlântico, passou um tempo no Real Salvador e voltou para o Atlântico.
"Foi aí que eu conheci meu procurador e ele me chamou pra fazer um jogo, porque ele ia trazer ume empresário sérvio que estava em São Paulo para me ver. Esse empresário gostou e acabou me levando para lá (Sérvia)", conta o meia, que tinha apenas 17 anos quando atravessou o Atlântico pela primeira vez.
O garoto sapesuinense ficou apenas 9 meses na ex-república iugoslava. "Experiência boa, só que eu não me adaptei a língua, ao frio e o pessoal lá pagava muito pouco. Tambpem me chateei com algumas coisas e vim embora", explica o motivo do retorno precoce.
Na volta ao Brasil, Maurício assinou com o Bahia para integrar o time júnior. Disputou a Taça Estado, vencida pelo Fluminense de Feira. Bahia e Vitória utilizam os times de base neste torneio, enquanto os clubes do interior levam a sério e vão com a equipe principal.
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